Segundo a definição, para que um corpo celestial possa ser considerado um planeta deve orbitar em torno de uma estrela, ter massa suficiente para ter gravidade própria, assumir uma forma arredondada e ser dominante na órbita. Esta última norma foi determinante para desclassificar Plutão, que até se cruza com o vizinho Neptuno na sua órbita em torno do Sol.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Descoberta de nova bactéria revoluciona concepção sobre a vida
Mundo | 03/12/2010 | 05h28min
A descoberta da bactéria GFAJ-1 é importante por se tratar de um organismo diferente de todos os outros
A definição de vida ficou mais complexa depois que a NASA (agência espacial dos EUA) e a revista Science anunciaram ontem a descoberta de um microrganismo capaz de se desenvolver e se reproduzir utilizando arsénio, um elemento químico tóxico para a maioria dos seres vivos. Além de mudar a compreensão sobre a vida na Terra, a descoberta também expande o horizonte para a busca de vida extraterrestre. Todas as formas de vida conhecidas até hoje — plantas, animais e microrganismos — dependem de seis elementos químicos para construir as moléculas que compõem seus corpos: oxigénio, hidrogénio, carbono, fósforo, enxofre e nitrogénio. A bactéria descoberta pela equipe de cientistas liderada por Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Pesquisa Geológica dos EUA e do Instituto de Astrobiologia da NASA, é a primeira excepção à regra, substituindo o fósforo pela arsénio.
Não é pouca coisa: o fósforo faz parte da estrutura do DNA, o ácido que fornece as características genéticas dos seres vivos. Ele forma o que se poderia considerar o esqueleto que sustenta a ligação para as quatro bases nitrogenadas do DNA — timina, adenina, guanina e citosina. Além disso, é um componente do ATP, a molécula usada para transportar energia no metabolismo celular.
Na prática, caiu por terra aquele paradigma da ciência de que todos os seres vivos que conhecemos descendem de um ancestral comum — diz Renata Medina da Silva, professora e pesquisadora em microbiologia da Faculdade de Biociências da PUCRS.
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Encontrada pela Nasa em lago da Califórnia, bactéria que se nutre de elemento tóxico revoluciona conceitos científicos Foto: David McNew, Getty Images, AFP, 22/06/2000 |
A “dieta” já incluía o arsénio
Todos os seres vivos conhecidos até hoje dividiam-se em três grandes grupos, ou reinos: as bactérias, os eucariontes (onde se incluem as plantas e os animais) e as archaea (uma forma semelhante à bactéria, mas que adquiriu também características dos eucariontes). Todas, no entanto, têm a mesma estrutura de DNA. Essa nova bactéria é a primeira que foge dessa característica e pode ter um ancestral diferente.
A ideia de que o arsénio poderia substituir o fósforo não é nova. Já havia sido apresentada por Felisa e seus colegas Ariel Anbar, da Universidade Estadual do Arizona, e Paul Davies, que também assina o artigo na Science, em trabalho publicado em 2009. Mas é a primeira vez que um organismo com essas características é descoberto.
Até hoje, formas de vida que utilizam o arsénio para construir células eram apenas teóricas. Agora, sabemos que existem — diz o cientista Carl Pilcher, também da NASA.
Descoberta deve mudar forma de procurar vida fora do planeta Terra
Além de redefinir o conceito de vida, a descoberta de uma bactéria com uma forma de DNA diferente de todas as demais espécies da Terra, anunciada ontem por cientistas da Nasa, terá impacto para as missões espaciais. Isso porque foi derrubada a noção de que a natureza se vale apenas de um restrito grupo de moléculas e reações químicas entre milhões de opções disponíveis para formar a vida.
Os instrumentos das naves e sondas usadas nas missões de exploração de outros planetas, por exemplo, foram projetados para detectar um punhado de elementos e reações químicas conhecidas por caracterizar a existência de vida na Terra. As Vikings, que falharam ao encontrar vida em Marte em 1976, foram desenhadas antes da descoberta de formas de vida submarina que habitam em torno de fontes de calor submersas e nos vales secos da Antártica.
Fonte:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Mundo&newsID=a3129866.xml
Soluções dos Inquéritos
Os Cabeças na Lua andaram a testar os conhecimentos dos alunos do ensino secundário. Verifica as tuas respostas e descobre se és um perito em Astronomia!
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Quais são os planetas telúricos?
- Mercúrio, Terra, Vénus e Marte
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Qual é o planeta vivo?
Qual é a estrela mais próxima da Terra?
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Plutão é considerado planeta?
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Como se chama aquele que se dedica à exploração espacial?
- Astronauta
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- Físico
Nota: Inicialmente íamos considerar apenas a resposta astrónomo correcta, como o astronauta é um instrumento de exploração espacial também consideramos esta resposta viável.
Quem foi o primeiro ser humano a pisar a Lua?
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Quais são o maior e o menor planetas do universo?
Qual é a velocidade da luz solar?
A luz solar é uma radiação emitida pelo sol, esta luz, no vácuo percorre 299792,458 km em cada segundo, então se a terra se encontra a uma distância de 150 milhões de quilómetros do sol a luz solar vai demorar aproximadamente 8 minutos e 18 segundos.
Quantas estrelas existem no Universo?
A olho nu somos capazes de contar cerca de 6.000 estrelas no céu. Se usarmos um binóculo, mesmo pequeno, ou uma luneta como a de Galileu, esse número é capaz de ultrapassar 30.000. Através do telescópio principal do OAP somos capazes de observar mais de 1.000.000 de estrelas. Quantas estrelas existem no universo? Essa pergunta tem sido formulada há séculos e tem sido objecto constante de estudo dos astrónomos. Para tentarmos respondê-la, temos que lançar mão de modelos teóricos do universo, uma vez que mesmo através dos mais possantes telescópios já fabricados, não conseguimos ver uma ínfima parte das estrelas que acreditamos existir.
Alguns números para comparação
Fios de cabelo na cabeça humana - 160 a 170 mil
Estrelas na Via Láctea - 200 a 500 bilhões
Galáxias no Universo - 1500 a 2500 bilhões
Células no corpo humano - 50.000 bilhões
Estrelas no Universo - mais de 100 triliões de biliões
Tens dúvidas sobre o Universo?
Não percas tempo e corre para a biblioteca!
A nossa caixa de perguntas está à tua disposição na biblioteca da escola e depois não te esqueças de visitar o nosso blog para veres a resposta. A Astronomia é um mundo no qual ainda há muito por descobrir, mas esperamos conseguir esclarecer todas as tuas dúvidas da melhor forma.
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