domingo, 12 de Dezembro de 2010

Dia do Astrónomo - 2 de Dezembro


O dia 2 de Dezembro intitula-se como Dia do Astrónomo, dia do nascimento de D. Pedro II (Imperador do Brasil), em sua homenagem. D. Pedro II foi astrónomo amador e um grande incentivador da ciência astronómica, adquirindo o título de patrono da Astronomia Brasileira em 1947. 


Desde a antiguidade, o céu tem vindo a ser utilizado não só como mapa, mas também como calendário e relógio. Há 3000 anos a.C., os astros eram estudados com objectivos práticos, como prever a melhor época para a plantação e a colheita, ou até mesmo para previsões do futuro, já que acreditavam que os deuses tinham o poder de controlar a Terra.
Nos dias de hoje, a Astronomia é uma ciência que se abre num leque de categorias complementares aos interesses da física, da matemática e da biologia. Envolve diversas observações procurando respostas aos fenómenos físicos que ocorrem dentro e fora da Terra, bem como na sua atmosfera. Estuda as origens, evolução e propriedades físicas e químicas de todos os objectos que podem ser observados no céu, bem como todos os processos que os envolvem.


Os Cabeças na Lua não podiam deixar este dia passar em branco e, por isso, fizemos uma pequena exposição, onde representamos o local de trabalho de um astrónomo com o objectivo de dar a conhecer à comunidade escolar o trabalho dele, bem como as suas ferramentas de trabalho.








Astrónomo

Os astrónomos vivem, literalmente, com a cabeça no mundo da lua.

O astrónomo investiga a origem e a evolução do Universo. Observa os objectos cósmicos (estrelas, planetas, galáxias e outros corpos) e capta sua imagem para estudar seus movimentos, sua disposição pelo espaço e sua composição química. O seu estudo ajuda na compreensão de fenómenos do quotidiano como os dias e as noites, as estações do ano e a gravitação. É uma profissão que exige conhecimentos de Física, Matemática, Informática e Química.
Existem algumas ferramentas que ajudam os astrónomos na pesquisa e na observação dos objectos celestes. Podem ser:

  •          Telescópio Refractor
Esta ferramenta é um aparelho de refracção (passagem da luz por meios com diferentes densidades) que visa a observação de objectos extraterrestres distantes. Possui duas lentes convergentes (objectiva), com grande distância focal, e a ocular. A objectiva do telescópio refractor forma a imagem sobre o seu foco, servindo como objecto para a ocular que fornece a imagem final do sistema (imagem virtual e invertida).






  •          Telescópio Reflector
Telescópio óptico que usa uma combinação de espelhos curvos e planos para reflectir a luz e formar uma imagem. Existem vários tipos de telescópios reflectores, tais como: o telescópio Newtoniano, telescópio Cassegrain e telescópio Gregoriano.





  •          Telescópio Espacial
O mais conhecido é o Hubble, um satélite astronómico, artificial não tripulado que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela NASA, em 24 de Abril de 1990, a bordo do Vaivém Espacial, pertencendo aos Grandes Observatórios Espaciais. O Hubble apresenta uma resolução óptica bastante elevada, limitada apenas por difracção, em oposição aos efeitos da turbulência da atmosfera que provocam o cintilar das estrelas (ao que os astrónomos chamam de visão). É possível observar imagens com uma grande resolução, captadas pelo telescópio e é possível observar luz infravermelha e ultravioleta.


  •          Radiotelescópio
Observa as ondas de rádio emitidas por fontes de rádio, normalmente através de uma ou de um conjunto de antenas parabólicas de grandes dimensões. Detecta e mede a radiação electromagnética de radiofrequência, que passa através da janela de rádio na atmosfera terrestre e que atinge a superfície da Terra. É constituído por uma antena parabólica orientada juntamente com os amplificadores respectivos. A superfície do prato reflector reflecte o sinal incidente para o foco principal do primeiro. Os sinais de radiofrequência são amplificados e convertidos numa frequência inferior antes da transmissão pelo cabo ao edifício de controlo. Neste local, a frequência intermédia é amplificada novamente e passa para o detector e para a unidade de visionamento.

  •          Computador (NASA)
Os computadores astronómicos são, normalmente, construídos pela NASA em parceria com outras empresas. Estes computadores são especialmente produzidos para investigações científicas, nomeadamente astronómicas devido à sua capacidade de atingir uma performance de 42,7 biliões de cálculos por segundo. Uma das máquinas mais importantes neste campo é composta por 10.240 computadores, utilizados por pesquisadores do Centro de Investigação Ames da NASA, na Califórnia. Permite simular missões espaciais, desenhar equipamentos, previsões meteorológicas e outras investigações.


  •          Calculadora
Dispositivo que possibilita a realização de cálculos numéricos. Facilita a realização de operações específicas, não visando a flexibilidade de tarefas. Actualmente, e com o desenvolvimento tecnológico e científico, criou-se a necessidade de melhorar formas de resolver cálculos. Como tal, nos dias de hoje, há calculadoras que têm a capacidade de fazer milhões (ou até biliões) de cálculos em apenas um segundo. Estas calculadoras são computadores bastante específicos e sofisticados, que se centram principalmente em cálculo, utilizados por aqueles que se dedicam à exploração espacial e ao conhecimento do Universo.

  •          Observatório Astronómico terrestre
Edifício altamente equipado com telescópios de alta resolução que possibilitam aos cientistas estudar o Universo através da observação espacial, a partir da superfície terrestre. Localizam-se, normalmente, em sítios retirados, sem grande movimentação e acção humana, em altitudes propícias. Os cientistas na Terra têm acesso rápido aos dados da tripulação das Estação Espacial Internacional e podem modificar experiências ou lançar novas.

  •          Observatório Espacial
Os observatórios espaciais localizam-se na órbita terrestre, que observam o Universo em diferentes comprimentos de onda, isto é, através da luz visível, dos raios gama, dos raios-X ou do infravermelho. Existem vários observatórios espaciais na orbita terrestre, sendo os mais conhecidos o telescópio Hubble e a ISS (International Space Station).

  •          Estação Espacial
Satélite desenvolvido internacionalmente por cinco agências espaciais (American National Aeronautics and Space Administration (NASA), a Agência Espacial Europeia(ESA), a Agência Espacial Federal Russa (RKA), a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) e a Agência Espacial Canadense (CSA)) que, desde 1998, continua a ser montada em órbita baixa, prevendo que a sua construção esteja finalizada em 2011. Com a maior área de secção transversal do que qualquer anterior estação espacial, a ISS pode ser visto a partir da Terra com o olho nu, e é de longe o maior artificial satélite que já orbitou a Terra.  Serve como um laboratório de pesquisa com um ambiente de microgravidade, no qual as tripulações realizam experiências nas mais variadas ciências (desde a Biologia, Química, Medicina, Fisiologia, Física, etc…), nomeadamente na Astronomia e na exploração espacial, como testes dos sistemas de naves necessárias para missões à Lua e a Marte. A presença de uma tripulação permanente oferece a capacidade de monitorar, reabastecer, reparar e substituir as experiências e os componentes da estação. O programa da ISS detém o recorde actual da presença contínua humana por mais tempo no espaço.

  •          Binóculos
Instrumento de óptica, com lentes que possibilitam um grande alcance da visão. É composto por um par de tubos, interligados por um sistema articulado, sendo que cada tubo possui igualmente uma lente objectiva e uma lente ocular, existindo, entre elas, um sistema de prismas. Possui um sistema de foco situado entre os tubos do binóculo. Adequado para visualizações terrestres, marítimas e, em alguns casos, astronómica. Tem a percepção de uma visão tridimensional, isto é, largura, altura e profundidade, capacidade esta que os telescópios não apresentam.

  •          Vaivém

Veículo parcialmente reutilizável usado pela NASA como veículo lançador de naves para missões tripuladas. É constituído por três partes:
  • ·         O veículo reutilizável que possui asas em formato delta largo;
  • ·         Um tanque externo que possui os mesmos propulsores utilizados pelos propulsores principais;
  • ·         Dois foguetes propulsores de combustível sólido dispostos lateralmente ao tanque fornecem a maior parte do impulso de lançamento.


São exclusivamente de trajectória orbital, já que suas limitações de voo os impedem de sair da órbita terrestre baixa.

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